A mente brilhante de um jogador de Poker

A mente brilhante de um jogador de Poker

A definição histórica da origem do pôquer é considerada difícil de ser precisada. Umas das teorias citadas por historiadores do jogo relatam um texto, datado de 1934, de autoria de Jonathan H. Green, como uma das mais antigas referências escritas sobre o pôquer já noticiada. Este texto detalha as regras do pôquer. Popular na região de Mississippi, foi batizado por Green como pôquer, todavia, não estão claras as razões pelas quais ele usou este vocábulo. Alguns atribuem a origem do jogo à Dinastia Sung, na China, no século X, enquanto outros apontam o seu início com o jogo Persa chamado “As Nas”, do século XVI.

Outros historiadores do jogo dizem que sua origem está em uma palavra francesa, “porque”, que era o nome de um jogo já existente no país. Segundo essa teoria, o jogo foi levado da França para os Estados Unidos através de um grupo de colonizadores franceses que teriam fundado a cidade de Nova Orleans. A partir de então, se difundiria ao longo da rota do Rio Mississippi durante o século XVIII e se popularizaria nos Estados Unidos durante o século XIX, quando o país começou sua expansão até o Oeste. Por este motivo, a história do pôquer é por vezes associada com o velho oeste norte-americano.

Independentemente de sua origem, é considerado como certo que o jogo foi mudando e evoluindo ao longo do tempo, passando a incluir 32 cartas e, pouco a pouco, chegando à quantidade de cartas do baralho atual, 52. Ao longo de sua história, o jogo recebeu novas variações, embora os conceitos básicos de sua estratégia psicológica e a sequência das cartas tenham sido mantidas presentes ao longo do curso de sua evolução.

No início do século XX, o pôquer é declarado ilegal no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Entretanto, devido ao fato do pôquer ser considerado mais um jogo de habilidade do que de azar, as autoridades da Califórnia determinaram que as leis contra os jogos de azar não poderiam ser aplicadas a ele. Esta decisão, permitiu ao jogo se desenvolver e ganhar popularidade, e posteriormente o estado de Nevada acaba abolindo a sua proibição, legalizando-o em seus cassinos no ano de 1931.

Atualmente o pôquer é regido por normas estritas, tanto na internet como em cassinos reais, e seus torneios e diversas competições conferiram-lhe um status de evento esportivo internacional.

No dia 29 de abril de 2010, a Associação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA) reconheceu oficialmente o pôquer como esporte mental. Com isso, a entidade confirma-o como um jogo de habilidade, assim como xadrez, bridge, damas, go e outros esportes mentais que fazem parte da entidade. O anúncio foi feito durante o seu congresso anual, em Dubai (EAU).

 

Em conversa com Danilo Rios, advogado e professor, Assessor jurídico da empresa Winfil, responsável pela documentação e regularização para a implementação do clube de pôquer Winfil, o mesmo ressaltou pontos importantes sobre este jogo da mente e para quem quer aprender.

 

Por que o pôquer é considerado o esporte da mente?

Todo esporte da mente é aquele em que o resultado final depende em mais de 50% da habilidade do jogador.

O esporte da mente, não só o pôquer como o xadrez e a dama, exigem para um resultado final de vitória nele que você use de sua inteligência e as suas habilidades mentais e psicológicas, para criar a figura de um resultado positivo. Juridicamente falando o jogo da mente é onde o resultado final independe da sorte em mais de 50 %. Um bom jogador de pôquer trabalha com 50% de matemática, 40% de psicologia e 10% de sorte, os melhores nestes quesitos serão sempre os vencedores. Não tem como a sorte prevalecer durante todo o jogo ou em um campeonato inteiro.

Como é traçado estes 40% de psicologia?

Geralmente o jogador senta em uma mesa de pôquer com mais nove jogadores, ele não joga contra a casa e sim contra os jogadores que estão sentados na mesa, trabalhando com 50/60% de matemática calculando a probabilidade e a quantidade de cartas que podem bater ou não no flop, no tainer ou no river. Sendo 30/40% desta psicologia, por que nem sempre ganha quem tem a melhor mão, mas quem lê e analisa melhor o parceiro adversário, sabendo o posicionamento dele na mesa como jogador. Se ele é um jogador tradicional, firme, seguro ou um jogador agressivo que joga com cartas de menor valor em cima da fragilidade do outro.

Em resumo, o bom jogador de pôquer analisa a postura, a roupa, a personalidade do adversário, porque a personalidade do indivíduo revela a forma dele jogar, o semblante. O jogador de pôquer tem que ter uma “Poker face”, ele não pode demonstrar emoções, pois é um jogo de pessoas extremamente habilidosas, analíticas e inteligentes. Se o jogador de pôquer demonstra suas emoções, seus medos, é o mesmo que derramar sangue em água com tubarão, ele será devorado. O verdadeiro perfil do jogador de pôquer se diferencia de qualquer outra espécie de competidor, pelo equilíbrio, frieza, agilidade, mente calculista e rapidez ao analisar todos estes pontos: Incluindo o cálculo de cartas e o perfil dos seus adversários. É um indivíduo frio, sem expressões e emoções na hora do jogo, sempre visando a vitória.

Um verdadeiro jogador de pôquer vai ser equilibrado, controlado e agressivo em seu jogo, pela segurança adquirida no conhecimento avançado em matemática. Ele vai jogar e vencer até a própria mãe numa mesa de competição, na hora do jogo ele não diferencia, está ali para vencer. É um ambiente de alto nível cultural, extremamente competitivo com pessoas muito inteligentes. Portanto o conhecimento matemático é fundamental, pois foram criadas formulas para contagem de probabilidade de bater ou não bater o jogo, nas cartas viradas no flop, que são chamadas de cartas comunitárias.

Calcular as formulas. (50/60%) – analisar o perfil de nove jogadores – criar sua estratégia – convencer e ganhar, isso simultaneamente com pouco tempo para o cérebro desenvolver tudo. Somente quem tem uma mente brilhante pode ser um ótimo jogador de pôquer e um vencedor nesta modalidade.

Blefar?

O jogador agressivo vai blefar sempre, mesmo tendo cartas mais fracas que seu adversário, diferente do jogador tradicional que vai jogar sempre em cima da própria analise e cálculo.
Qual a faixa etária do jogador?
O perfil do jogador de pôquer é dos 18 aos 100 anos, pois pesquisas cientificas comprovaram que é um jogo que desenvolve as faculdades mentais e ajuda a prevenir a probabilidade de contrair o mal de Parkson e Alzaimer.

Como você orientaria a quem quer aprender a jogar pôquer?

Tutoriais no Google, jogos grátis online, mas indico também a literatura nacional e estrangeira, existem mais de 100 livros publicados só no brasil, mas o crucial seria realmente jogar, sentar na mesa e jogar o jogo, viver este universo, participar dos free hols (jogos de graça para quem está iniciando) e torneios de baixo valores para adquirir experiência.

Na literatura do pôquer eles costumam ensinar ao aluno a perceber quando está preparado a passar para mesas mais difíceis, ao se sentir confortável naquela mesa é o sinal para subir de nível. Não adianta você querer ir para mesas de jogadores avançados e experientes se você ainda não estiver preparado.

Pôquer, por esporte ou profissão?

Eu indicaria o pôquer como esporte para todo mundo.

Mas há algumas pessoas que tornaram o pôquer uma profissão, o seu sustento, o que me diria sobre isto?

A pessoa que “der conta” de viver do pôquer, vive de qualquer coisa que quiser, é uma das profissões mais difíceis que existe. Não digo que a pessoa não deve ou não pode viver do pôquer, mas ela tem que ter muitas habilidades já mencionadas e experiência. Tenho muitos amigos ganhando mais de 1 milhão de dólares por ano jogando pôquer online, mas são pessoas muito “fora da curva”, excepcionais, pessoas muito experientes, de dedicação espetacular.

Como funcionam os torneios?

Geralmente um clube, uma federação ou uma entidade anuncia um torneio de texas hold’em ou outra modalidade, o participante paga uma taxa de inscrição, os organizadores tiram dos valores da inscrição de 15 a 30% para cobrir as despesas, 70% é distribuído entre os jogadores que chegam a final. Geralmente os primeiros premiados são 10% dos inscritos, por exemplo, se tiverem 1000 escritos, 100 vão ganhar alguma espécie de prêmio, ficando os maiores prêmios para a mesa final, composta por 10 jogadores e aí sim do décimo ao primeiro são as maiores premiações. No Brasil nós já temos torneios com 2 milhões de reais garantido que vai ser o valor distribuído em premiações, em um torneio de 2 milhões garantido o campeão vai levar em torno de R$400.000,00 a R$600.000,00.

O que a Winfil está preparando para os jogadores de pôquer?

A Winfil está preparando um projeto muito bonito, trazendo um novo conceito de Clube de pôquer em um ambiente familiar onde as pessoas vão poder trazer as esposas, namoradas e jantar em um restaurante cinco estrelas. Um local luxuoso, com todas as documentações pertinentes dentro da Lei, garantindo a total seriedade e profissionalismo da casa. O projeto já está em fase final, acredito que dentre 40 -60 dias estará tudo pronto, promovendo um campeonato de inauguração para apresentação do clube, com grandes jogadores e convidados ilustres. As pessoas que praticam este esporte, terão uma opção em Porto Alegre muito atrativa, luxuosa, bem organizada e de confiabilidade legal.

Considerações finais:

O pôquer, por muito tempo, foi discriminado por uma grande parte da população, por ser visto como um jogo de azar, porém, o jogo de azar é aquele que depende só da sorte e o pôquer já foi comprovado por estudos científicos através de laudos e teses de doutorado, inclusive por uma instituição de pesquisas americana em ser um jogo da mente como Xadrez e Dama. Hoje o pôquer é um jogo legalizado e reconhecido pelo governo, quem frequentar uma casa de pôquer estará frequentando um ambiente legal e seguro.

Atualmente os clubes como a Winfil são registrados na junta comercial, com CNPJ, recolhem impostos de acordo com a Lei brasileira, amparando legalmente todos seus frequentadores.

“Apenas 5% dos jogadores de Pôquer se sustentam do jogo, o que mostra o quão é preciso estudar este esporte da mente”. Por Danilo Rios.

 

Artigo da matéria: Luciana Warken – Supervisora de Marketing Winfil.

Editor: Eduardo Sica – Publicitário – Suporte de MKT Winfil

Fonte da história do Poker: – Wikipédia a enciclopédia livre.

Entrevistado: Danilo Rios – Advogado e Professor- Assessor Jurídico Winfil.